terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A CONVIVÊNCIA DENTRO DO METRÔ

O Metrô, como espaço público de transporte, foi avaliado, nessa reportagem, como um espaço de convivência, ainda que essa convivência se dê, muitas vezes, apenas pelo tempo de duração da viagem. A pressa e a correria do dia-a-dia está patente no modo como as pessoas se comportam nos meios públicos de transporte, e no Metrô não parece ser muito diferente, apesar de, na opinião dos usuários, ainda ser um pouco melhor que em outros meios de transporte.






Por Gleison Flávio



Algumas pessoas entendem que o Metrô, por sua natureza e aspectos, diferentes do outro grande meio de transporte de massa – o ônibus – deveria ser um espaço onde se fizesse mais presente a cortesia, a solidariedade e o espírito de cidadania. Segundo alguns, o espaço do Metrô é menos atribulado, causa menos estresse, mas, ainda assim, falta a famosa gentileza urbana, como afirma o motorista Sérgio Cardoso.

No entender da atendente de call center, Camila Rafael , ainda falta muito para podermos dizer que as pessoas colaboram para um convívio saudável no Metrô, sendo ainda muito raro a presença de urbanismo entre as pessoas que utilizam esse meio de transporte. Também a comerciante Ângela dias ressalta essa falta de colaboração, citando o exemplo da falta de cessão de lugares a idosos, por parte dos mais jovens. A falta de gentileza e colaboração, no ver de Matheus Amaral, estudante que se utiliza todos os dias do Metrô, até mesmo pessoas mais esclarecidas, como estudantes universitários não respeitam regras básicas de convivência em transportes públicos, como não escutar música no celular sem o uso de fones de ouvido, como aliás, é pedido no interior dos vagões, através de placas.

Como esforços para se humanizar um pouco esse convívio nos transportes públicos, tão atribulado pela pressa e estresse que o corre-corre nos traz, Sérgio Cardoso destaca a presença de funcionários do Metrô que estão sempre disponíveis no auxílio de pessoas portadoras de alguma deficiência física, o que, no seu entender, é um ponto positivo, e que não se verifica nos ônibus. No seu entender, isso é um diferencial do Metrô.

Com relação à Quarta Cultural, evento musical promovido pelo Metrô semanalmente nas estações, as pessoas como uma iniciativa interessante, que promove uma divulgação cultural entre os usuários. Alguns já participaram dos eventos, outros apenas já ouviram falar, mas, ainda assim, tem uma visão positiva. Ângela Dias ressalta o fato de que as programações da “Quarta Cultural” ajudam a atenuar o estresse da viagem, principalmente nas horas do rush.

Por isso tudo se pode dizer que, por mais que haja esforços das prestadores de serviço de transporte em tentar se humanizar um pouco mais a convivência dentro do sistema de transporte, faz-se necessário, antes e acima de tudo, uma mudança de cultura e consciência das pessoas, para que tenhamos nestes espaços uma convivência mais humana e saudável, e que torne menos áspero este espaço de tempo que consumimos em nossas viagens diárias.

domingo, 30 de outubro de 2011

Uma nova linguagem do Jornalismo

A análise das tendências desse novo formato de jornalismo é feita aqui, baseando-se numa matéria do Videolog de Alex Primo, onde ele aborda como tem sido essa mudança de plataforma jornalística, os principais erros dos grandes portais, e o que se espera do Jornalismo para que ele se adeque a essa nova forma de jornalismo digital.

1. O futuro do Jornalismo

Questiona-se, hoje em dia, qual seria o futuro do Jornalismo e, segundo Alex (assista ao vídeo em seu Videolog), até mesmo se teríamos futuro para ele. Ora, como a matéria prima do Jornalismo é a informação, não há que se falar em um fim do Jornalismo, porque esta matéria prima – a informação, sob as suas mais diversas nuances – sempre existirá, enquanto existir a sociedade, e a sua necessidade de se manter informada. O que tende a acontecer na verdade, é uma migração do Jornalismo tradicional para novas plataformas digitais, especialmente os Tablets e Ipads.

2. O acesso aos conteúdos digitais de revistas e jornais

Percebe-se, pela exposição de Alex Primo, que o consumidor ainda estranha não a migração de conteúdos de jornais e revistas para estas novas mídias digitais, mas sim o acesso a elas que, segundo ele, ainda é caro. Pior ainda é ver que, em muitos casos, o conteúdo que se disponibiliza em Ipads e Tablets é quase o mesmo que podemos encontrar de graça em vários outros portais. Os vídeos utilizados muitas vezes são extraídos do mega portal YouTube. A justificativa para esse preço salgado é de que as grandes corporações midiáticas teriam feito um vultuoso investimento para a transferência de seu conteúdo impresso para tais plataformas, e por terem sido pioneiras nessa transferência.

O que Alex questiona no entanto, é que apenas uma transferência de conteúdo impresso para a mídia digital não seria pretexto para se cobrar um preço tão alto para se ter acesso a essa nova tecnologia. Para ele, os grandes conglomerados de notícias ainda estão engatinhando no que se refere em fazer um jornalismo que realmente seja adequado às novas plataformas de conteúdos.

3. Linguagem para Web vs. linguagem para Tablet´s e Kindle´s

Certamente, a linguagem jornalística desenvolvida para se fazer webjornalismo não pode ser pensada quando se quer fazer uma nova mídia digital: Tablet´s e Kindle´s, as quais tem linguagem e design específicos.

Segundo o que analisou Alex, o “The Daily” é o que mais se aproximou da linguagem exigida para esta nova forma de jornalismo – o Tablet – e que tem explorado melhor os recursos que ela oferece, com interação com redes sociais, exclusividade de vídeos (e não um simples compartilhamento de vídeos de outros portais).

Tratando-se do Kindle, este se apresenta melhor para leituras de texto, para a qual a sua diagramação foi pensada. Como o limite de transmissão de dados é mais limitada do que a dos Tablets, as fotos e ilustrações são raras nessa plataforma. Segundo a análise de Primo, o Kindle se apresentou melhor para textos do que os Tablets, apesar de a estética do Kindle ficar comprometida.

4. Os conteúdos para Tablet´s nas mídias brasileiras.

Alex expõe que a Veja está tentando inovar um pouco nessa migração de seu jornalismo impresso para os Tablets, fugindo um pouco da simples digitalização do conteúdo encontrado em suas revistas, o que a coloca à frente, por exemplo, da revista Época. Segundo ele, a Época traz na sua edição em Tablet, a mesma diagramação utilizada nas edições impressas, o que não representa um avanço, uma nova forma de jornalismo pensada para as especificidades do Tablet.

5. Uma pequena análise de como poderá ser o jornalismo para Tablets.

Quando se pensa em conteúdo jornalístico para Tablets, tem-se que pensar os vários aspectos que ele envolve, para que se possa aproveitar ao máximo todos os recursos que essa nova mídia nos oferece. Quanto às imagens, deve-se tem em mente suas dimensões, se ficarão na tela principal, ou se serão acessadas por links embutidos em miniaturas ao final do texto, ou no meio dele, para que não carregue demais a tela principal, e disperse a atenção do leitor.

Os textos têm que ser pensados de forma a não ser apenas uma transposição de conteúdos impressos, onde se precisa ter o recurso do zoom in/out para visualizá-los. Os textos para Tablets poderão ter fontes de tamanho menor, e mais links para matérias relacionadas, para que o recurso do scroll não tenha que ser usado exaustivamente, de maneira a desestimular a leitura.

Enfim, Alex Primo defende que há que se encontrar uma nova linguagem para o jornalismo em Tablets, que deve ir muito além de uma simples transposição de conteúdo impresso para o universo virtual, o que configura um retrocesso em termos de se fazer essa nova forma jornalística.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A importância das Redes Sociais nas assessorias de imprensa

Por Vanessa Lelis

Entrevista realizada dia 13/10 com a jornalista Thaís Puntel, que trabalha há oito meses, na Superintendência Central de Imprensa da Subsecretaria de Comunicação Social do Governo do Estado de Minas Gerais.

Há quanto tempo você está na empresa?
Oito meses

Qual é o cargo que ocupa?
Editora do site Agência Minas e coordenadora de Redes Sociais do Governo de Minas.

Descreva sua profissão.
Como editora do site de notícias do governo, seleciono as notícias que devem ou não ser publicadas e quais merecem destaque na capa, confiro as informações e edito os textos conforme as regras gramaticais e a linguagem jornalística. Nas redes sociais, cuido de divulgar as notícias da Agência Minas pelo Twitter, atender demandas que chegam através deste canal e monitoro o ambiente online. Também estou desenvolvendo um projeto para articular e alinhar os órgãos do Governo de Minas em relação à utilização das redes sociais.

Qual a importância deste profissional, nos dias de hoje, dentro das assessorias de imprensa?
Qualquer empresa hoje deve estar presente na internet e nas redes sociais, que são canais de comunicação extremamente abrangentes, rápidos e eficientes. A transparência governamental é uma tendência da democracia e uma forte demanda da sociedade. Divulgar ações e notícias, disponibilizar serviços, abrir o diálogo e promover a interatividade entre Estado e cidadão é um dos caminhos para alcançar esse objetivo, melhorar a gestão, estreitar os laços e incentivar o interesse e a participação civil nos assuntos públicos. No entanto, esta abertura e o convite à participação do cidadão nos desafiam a lidar com condutas e reações imprevisíveis. Por se tratar de conteúdo institucional, são necessários profissionais preparados para lidar com os diversos temas da esfera governamental, da saúde à educação, da economia à defesa social. Uma informação equivocada nos sites ou perfis oficiais, somada à velocidade da informação na web, pode ser desastrosa para a organização ou ainda provocar situações de falso alarme na sociedade, por exemplo.

Construção da notícia - Portal de Notícias

Por Guilherme Scarpellini

Em um portal virtual de notícias, a construção da matéria ou notícia se dá de uma forma bem particular em relação aos demais veículos. Isso se deve principalmente, pela rapidez e instantaneidade em que as matérias devem ser publicadas - quase em tempo real com o acontecimento do fato.

O fator instantaneidade é o fundamento de um portal de notícias. Dessa maneira é necessário que o profissional saiba lidar com agilidade durante o processo de construção da notícia, assim como a dinâmica que se estabelece dentro de um portal.

Muitas vezes não há divisões de funções no local de trabalho, como há em outros veículos, por exemplo, no jornal impresso. Aquele profissional que estabelece uma pauta, por muitas vezes deve também apurar a notícia, ou então entrevistar, fotografar e, por fim, publicar.

Outro aspecto importante, é que no portal de notícias não há um editor-chefe. Ou seja, a matéria final não passa por uma revisão ou modificação por outro profissional. A pessoa quem fez a matéria é a mesma que vai revisá-la e finalmente publicá-la. Dessa forma, poupa-se tempo; devido a esse fato, infelizmente deparamos com frequentes erros até nos portais de notícias mais renomados como o G1 do Globo. Erros estes, os quais são rapidamente corrigidos.

O leitor de um portal sente a necessidade de se informar daquelas notícias que acabaram de acontecer; é isso que difere esse veículo dos demais. Portanto é comum uma notícia ir sendo publicada e corrigida aos poucos, pois o portal de notícias deve ser o primeiro veículo a relatar um fato, mesmo quando não há tempo suficiente para apurar de maneira mais detalhada.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O bom e velho "porteiro" ainda resiste

Por Gleison Flávio

Gatekeeping
é uma expressão inglesa que, no mundo jornalístico, designa edição. Assim, o gatekeeper é aquele que decide o que será veiculado, segundo critérios editoriais, como valor-notícia, linha editorial, dentre outros. O gatekeeper é, por assim dizer, o "porteiro" de uma redação, aquele profissional que "filtra" todo o conteúdo de notícias disponível na redação.

Com a crescente prática do jornalismo colaborativo, a figura do gatekeeper tem sofrido alguma alteração em seu modo de trabalhar a notícia, - agora menos centralizada - visto que o leque de fontes para a obtenção do material a ser veiculado teve um substancial crescimento, justamente pelo fato de o leitor ter abandonado a sua posição passiva, e passando a interagir diretamente com os meios de comunicação. No entanto, a importância desse personagem na construção da notícia ainda é muito relevante.

Geraldo Justiniano, diretor e editor do jornal OPINIÃO, em circulação desde 1.967 na
cidade de Caeté/MG, nos dá uma breve esplanação (assista ao vídeo abaixo) sobre como o gatekeeper atua em um jornal interiorano e o que mudou com este novo modelo colaborativo de se construir a notícia.


Video: Gleison Flávio

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Festival de Arte Digital - 5° edição






A quinta edição do festival de arte digital – FAD, aconteceu em Belo Horizonte durante todo o mês de setembro, trazendo algumas inovaçõs através de exposições, oficinas e apresentações de artistas conceituados, com a proposta de contribuir para a discussão e criação de novos formatos audiovisuais.
O tema central do festival nesta edição foi a Cinética, portanto o era a base de todas as obras, distribuidas entre vinte e uma produções. Além de artistas nacionais, o festival contou com a presença de artistas de diversas nacionalidades, tais como: França, Alemanha, Estados Unidos e Portugal.
Dessa forma, os trabalhos realizados por esses artistas, envocam uma postura reflexiva no público em relação às transformações dos processos midiáticos, prporcionando a troca de informações entre os produtores, diretores e técnicos audiovisuais do Brasil e do mundo.
O Festival – FAD, criado em 2007, amplia a agenda nacional de eventos que contemplam a fusão de arte e tecnologia, criando-se assim uma nova arte, exibida em Belo Horizonte, no Brasil e no mundo. O objetivo deste Festival é despertar o interesse para novos projetos, ousados e consistentes.  

Os resultados obtidos pelo FAD na área da arte digital são significativos, incrementando sobremaneira o número de trabalhos experimentais gerados a partir da tecnologia digital cumpre o papel de gerador de programas de conteúdos culturais diversos, estimula e promove o acesso da população a essa nova tendência artistica, onde ela tem a possibilidade de conhecer novos talentos desse novo viés da arte.. O FAD constitui-se, enfim, num dos mais importantes canais de divulgação da arte digital.



Sismus - de Felipe Norkus. Sistema de retroalimentação de trocas entre som e imagem.

ADA - de Karina Smigla-Bobinski (Alemanha), um globo preenchido com gás hélio.


CONCERTO PARA O ERRO - Renato Negrão (Brasil-MG), relações entre poemas, imagens e texturas sonoras.

sábado, 24 de setembro de 2011

Internet: Revolução e Contrarevolução

A Internet, desde os primórdios de seu desenvolvimento, surgiu com caráter revolucionário. Uma maneira rápida e efetiva de se comunicar e de se obter informações, representando uma potente arma de guerra para os países envolvidos na guerra fria. Portanto, nesse contexto militar, a internet era restrita às pesquisas militares e centros de pesquisa universitários, esses últimos repassando este acesso a um grupo pequeno de pessoas que estavam ligados às universidades, por acesso via telefone.

Com a criação da Web, nos anos 80, pelo inglês Tim Berners-Lee, surge uma interface gráfica que vai possibilitar o acesso e a navegação simultânea de vários computadores, em um mesmo espaço cibernético.
O ideal de Berners Lee de democratizar o espaço virtual começava a tomar forma. Ele queria que as pessoas pudessem usar este espaço democraticamente, havendo uma interação de culturas, idéias e opiniões, sem a chancela de qualquer poder público ou domínio privado sobre esta circulação de informações. A idéia de um espaço onde não havia nenhum controle centralizado começa a se chocar com interesses financeiros de alguns, que tentam monopolizar o espaço virtual, e de certa forma, promover uma "privatização" do mesmo.

Timothy Berners-Lee, criador da Wolrd Wide Web.


 A contra revolução na internet começa a ganhar forma com o ideal de lucro pregado por Bill Gates que, desde os anos 70, já defendia a tese de que, se alguém desenvolve um software para a rede, este tem que ter seu retorno financeiro. Assim, nos anos 90, já com sua empresa Microsoft bem estruturada, Bill Gates tem a idéia de anexar ao seu sistema operacional Windows, largamente usadas nos PC´s, um navegadore, o Internet Explorer. Este fato gerou grande polêmica na Justiça americana, que colocou freios nas ambições de Bill Gates. Estava lançada a contra revolução na internet, ou seja, as grandes corporações de comunicação que vem dominando e monopolizando o espaço virtual, indo contra o os ideais de Berner-Lee.

A internet representa uma grande revolução para o mundo. Hoje é impossível imaginar a nossa vida sem essa ferramenta,  onde tudo está disponível com o mais simples acesso, que pode ser feito em qualquer lugar. Coisas que antes nem imaginávamos, com a internet se tornou possível, como acesso a contas bancárias, compras e vendas de produtos online, além de podermos nos "transportar" por esse meio virtual, a outros mundos, conhecendo culturas e lugares sem sair de casa, numa interação total com o mundo. A internet aproxima pessoas que, de outra forma, estariam separadas por barreiras geográficas mas que, com esse recurso, podem interagir até mesmo em tempo real. Por isso se diz que, com a internet, não existe mais distância.


Segue abaixo um documentário onde há mais informações sobre a origem e desenvolvimento da Internet como conhecemos hoje:

O dia do Rádio - 25 de setembro

Na semana em que o rádio no Brasil comemora 88 anos, a faculdade Uni BH presenteou os alunos do curso de jornalismo com o evento “Rádio itinerante”.
Ontem no auditório da faculdade no Campus Diamantina, o jornalista Marcelo Guedes da Rádio CBN e toda a sua produção do programa Rádio CBN – CBN BH, apresentou o programa ao vivo, com sua programação de notícias locais, entrevistas e a participação dos estudantes.


Às 08h30, o programa CBN – CBN BH entrou ao ar. Os estudantes de jornalismo acompanharam de perto os bastidores da rádio. Durante o programa, a CBN recebeu a participação dos convidados Bruno Burgarelli, advogado e professor de Direito da Uni-bh, que abordou o Código de defesa do consumidor, seus desafios e mudanças desde a sua criação, a urbanista Cláudia Pires, que falou sobre a revitalização e reurbanização do complexo da Lagoinha, região central de Belo Horizonte e o psiquiatra Alexandre Ibisco, que falou sobre os excessos cometidos na internet, e as consequências que podem trazer para pessoas que se utilizam do espaço virtual para se relacionarem.